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Rondônia

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Globo Rural destaca pirarucu de Rondônia para todo Brasil

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A produção do pirarucu em Rondônia foi destaque no programa Globo Rural, exibido no último domingo (2). A reportagem que foi ao ar em rede nacional destaca que o pirarucu tem um ganho de peso muito superior a qualquer outra espécie de peixe produzida em cativeiro.

 
A equipe de reportagem do Globo Rural esteve em Rondônia entre os dias 18 e 27 de março, entrevistando produtores, técnicos e pioneiros da criação do pirarucu nas regiões de Pimenta Bueno e Rolim de Moura. O trabalho de jornalismo nesses nove dias gerou o material editado com aproximadamente 22 minutos de duração.
 
A matéria ressalta o pioneirismo do produtor Megumi Yokoyama, de Pimenta Bueno, popularmente conhecido como “seu Pedrinho”, que iniciou suas pesquisas com alevinos de pirarucu há cerca de 30 anos.
 
A iniciativa de Pedrinho acabou pulverizando matrizes de pirarucu por várias propriedades de Rondônia. “Vendi uma carreta para comprar 800 espécimes, na época me chamaram de louco”, lembra seu Pedrinho. “De cara, morreram uns 500 peixes. Os outros 300 acabei distribuindo entre os produtores da época. Foi a maneira que encontrei para garantir a sobrevivência da espécie”, confirmou.
 
Sem luxo
 
Um dos produtores que naquela época recebeu matrizes de pirarucu do seu Pedrinho foi visitado pela equipe de reportagem do Globo Rural. O casal Silas e Nilce Gomes da Silva, de Rolim de Moura, possui um laboratório caseiro, sem luxo, porém eficiente, que pode ser adaptado por outros produtores, sem grandes investimentos.
 
Com o laboratório, o casal melhorou a qualidade e a quantidade dos alevinos produzidos e já colhe bons lucros com a atividade. “Hoje nós temos uma vida tranquila, vivemos só do pirarucu. Temos carro, moto, não temos dívida e dentro de casa temos tudo”, conta Silas.
 
A explicação está no valor comercializado pelo alevino de pirarucu em Rondônia: R$ 1,50 para cada peixe com uma semana de vida. A compra é assegurada pela empresa Mar & Terra, que tem sede em Itaporã, no Mato Grosso do Sul.
 
Os alevinos já treinados são, então, revendidos para as fazendas de recria por R$ 15 cada. A cadeia de criação já conta com 50 piscicultores, totalizando 100 hectares de tanques.
 
Exportação
 
A Mar & Terra compra cerca de 80% de toda a produção de pirarucu de Rondônia e tem planos para instalar um moderno frigorífico de pescados por aqui. O Estado é o primeiro do país a receber licença do IBAMA para exportar a carne do pirarucu.
 
Por semana, a empresa exporta o equivalente a uma tonelada de filé de pirarucu para os Estados Unidos, Alemanha e Suíça. Mensalmente, a empresa processa 30 toneladas de pirarucu oriundo de Rondônia, em sua unidade de Itaporã (MS). Toda a carne exportada vem de produtores com licença ambiental e matrizes com chips eletrônicos.
 
Reprodução
 
Segundo o zootecnista Thiago Ishizima, diretor de pesquisa da Mar & Terra, além do suporte de agroindústria, que não havia na região, o principal investimento da empresa em Pimenta Bueno ocorreu na reprodução, que sempre foi o grande gargalo na criação do pirarucu.
 
Esse fato também motivou o trabalho desenvolvido pelo “Projeto Estruturante do Pirarucu da Amazônia”, realizado nos últimos quatro anos pelo SEBRAE, também em Pimenta Bueno, sob coordenação de Roberta Figueiredo. Nesse período, os pesquisadores desenvolveram estudos sobre a reprodução do pirarucu em cativeiro e sua produção por pequenos criadores.
 
A reportagem mostrou o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores Jacob Khedi e Martin Halverson como consultores do SEBRAE. “Ao contrário das outras espécies, a reprodução do pirarucu somente pode ser realizada de modo natural”, afirma Halverson, que é cidadão norte-americano. Casado com brasileira, Halverson veio ao Brasil há mais de 15 anos, inicialmente para estudar os hábitos do pirarucu. Não retornou mais ao país de origem.
 
 
Receitas
 
Outro detalhe interessante revelado pelo Globo Rural é a possibilidade de serem feitos diferentes pratos, com muito sabor e sofisticação, à base de pirarucu. “O peixe rende pratos deliciosos por apresentar uma carne bastante macia, sem espinhas e sem aquele gosto forte da maioria dos pescados”, diz o chef Edson Di Fonzo, dono de um restaurante paulistano.
 
As receitas – que incluem moqueca de pirarucu com castanha do Brasil e um prato feito à base de peixe cru, com ervas e manteiga – estão disponíveis no site do programa e também no endereço eletrônico www.sedes.ro.gov.br
fonte: Assessoria
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