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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Capital tem risco de nova enchente

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Chuvas de grande intensidade ocorridas em três pontos dos rios Madre de Dios e Guaporé, nas cabeceiras do Madeira – em território boliviano – indicam que nos próximos quatro ou cinco dias o rio vai registrar mais um pico do nível da água e poderá invadir as áreas mais baixas da cidade de Porto Velho.

 

Coordenadora de Operações do Sipam (Sistema de Monitoramento da Amazônia), Ana Cristina Strava explica que toda a água que entra na bacia do Madeira – abrangendo uma área de 1 milhão de quilômetros quadrados – passa por Porto Velho, a caminho do rio Amazonas e o Oceano Atlântico. De Porto Velho até a foz do Amazonas, em linha reta, o Madeira tem cerca de mil quilômetros e as chuvas registradas na Bolívia influenciam com mais intensidade o nível da água do Madeira na região que vai até os municípios de Humaitá e Manicoré. No atual período de cheia, que vai até abril, o rio vem demonstrando um comportamento variado, com níveis bem acima das médias históricas, apontando para a ocorrência de enchentes da mesma magnitude da que foi registrada em 1997, quando até mesmo a praça da Madeira-Mamoré, no centro da Capital, ficou dentro d`água.

 

 

O Sipam monitora o rio em parceria com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e ANA (Agência Nacional de Água). Os dados são repassados para a Defesa Civil, entre outros órgãos. A prefeitura decretou estado de alerta no dia 30 de dezembro e desde então vem monitorando as áreas mais baixas da cidade. Ontem, a régua instalada no Porto Organizado de Porto Velho registrou 15,2 metros. Segundo a Defesa Civil, o número só deveria ser atingido no final de fevereiro e início de março, época que mais chove em Porto Velho.

 

Devido ao incidente que ocorreu na última quarta-feira, quando uma árvore plantada na Estada de Ferro Madeira-Mamoré desbarrancou e quase atingiu um Barco Hospital, a Defesa Civil pede que os proprietários de embarcações evitem atracar seus barcos próximos de árvores para evitar acidentes. A Defesa Civil também está monitorando o rio Jacy-Paraná, cujo nível aumentou muito com a formação do lago da Usina de Santo Antônio e a água já chega bem próxima da BR-364, rodovia responsável pelo acesso aos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e ao Estado do Acre.

 

No dia 8 de novembro do ano passado, portanto logo no início do período da cheia, o rio apresentou a primeira marca “anômola” – 11,47 metros – bem acima da média histórica para esta data, que é de 5,90 metros, sendo que em 2012, no mesmo 8 de novembro, a medida do nível da água chegou a 9,23 metros. Este primeiro “pico” do nível da água não chegou a afetar os moradores, embora represente quase o dobro das médias históricas, porque o rio ainda estava baixo. No dia 25 de dezembro, a régua instalada em Porto Velho chegou a 14,16 metros, acima, portanto, da média histórica, que é de 10 metros, e do registro feito em 2012 que foi de 12,53 metros.

 

O perigo de enchente também preocupa o prefeito de Porto Velho Mauro Nazif. “Estamos muito atentos e a Defesa Civil está de prontidão. Há um prenúncio de que possamos vir a ter a maior enchente em Porto Velho desde 1997. O Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam) tem nos ajudado nesses estudos e estamos acompanhando diariamente o nível do rio Madeira. Acontecimentos como esses são próprios de uma região chuvosa como a nossa, mas estaremos preparados para atender a população naquilo que é dever do poder público”, concluiu o prefeito.

 

Rio invade áreas mais baixas da cidade

 

Já no último dia 13 de janeiro, a máxima registrada foi de 14,86 metros, o que corresponde a 57,62 metros do nível do mar, na medição em terra. Com esta cota o rio já invade as áreas mais baixas da cidade, atingindo os quintais das residências do bairro São Sebastião (nos arredores da BR 429, perto da Balsa) e da Baixa da União, nas proximidades do porto do Cai N`Água, onde os moradores já se preparam para o período construindo as casas em cima de palafitas. A partir de 15 metros, que corresponde a cota de 58 metros do nível do Mar, a água passa a ameaçar uma área maior, podendo atingir um grande número de moradias. A cota de alerta máximo é de 17,5 metros.

 

influência das Usinas descartada

 

Ana Cristina Strava descarta a influência das operações da hidrelétrica de Santo Antônio nos picos do nível do Madeira que estão sendo registrados no período. “A água contida dentro do reservatório é duas ou três vezes menor do que o volume necessário para que o Madeira registre os níveis medidos verificados nesta estação chuvosa”, afirma ela. No entanto, as operações da usina aparecem nos gráficos do comportamento do rio, com uma linha serrilhada, mostrando um sobe e desce constante, atípico no Madeira. Ela cita ainda que a estação de monitoramento do Madeira localizado nas proximidade de Abunã – à montante das duas usinas – também está registrando medidas acima das médias históricas.

 

Ela também desfaz a ideia corrente de que o degelo dos Andes, nas nascentes do rio, seriam responsáveis pelas altas súbitas do nível de água registradas no período. “Estudos realizados na região indicam que o degelo dos Andes ocorre de forma contínua e sem grandes variações, porque as cordilheiras estão na área tropical, onde as temperaturas não têm uma variação muito grande.

fonte: Diário da Amazônia
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